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Nova Fátima,01/03/2024

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Núcleo bolsonarista marca ato para pressionar Senado contra Dino no STF

Na quarta, Dino encontrou com com o vice-presidente do Senado

Fonte: Folhapress
Núcleo bolsonarista marca ato para pressionar Senado contra Dino no STF Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Diversos parlamentares bolsonaristas gravaram um vídeo
divulgando uma manifestação contra a indicação do ministro Flávio Dino (PSB)
para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Nas imagens aparecem os deputados federais Carla Zambelli
(PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Magno Malta (PL-ES), entre
outros. Além deles, o pastor Silas Malafaia também participou do video. Eles
pedem que o Senado, em especial nomes do centrão, vete a indicação de Lula para
o STF.

A manifestação, marcada para o domingo que vem, dia 10, deve
acontecer em São Paulo e diversas cidades do Brasil, dizem os parlamentares nas
imagens.

No domingo passado (26), bolsonaristas participaram de uma
manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, para homenagear Cleriston Pereira
da Cunha, réu dos ataques golpistas de 8 de janeiro que morreu no último dia 20
no

Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O anúncio oficial da indicação de Dino foi feito na segunda-feira (27), e o
ministro já está em campanha no Senado para aprovar o seu nome.

Na quarta, Dino encontrou com com o vice-presidente do
Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e o relator de sua indicação,
Weverton Rocha (PDT-MA).

Depois, em conversa com a imprensa, afirmou que não está
preocupado com a orientação política dos senadores e disse que "mudou a
roupa" que veste no momento em que foi indicado para o STF por Lula (PT).

"Para um cargo no Judiciário, isso não é relevante, se
a pessoa é ideologicamente de um lado ou de outro, politicamente ou
partidariamente de um lado ou de outro. Ministro do Supremo não tem partido,
ministro do Supremo não tem ideologia, ministro do Supremo não tem lado
político", disse Dino.

Em uma carta aos senadores, Dino prometeu atuar de
"modo técnico e imparcial", se for aprovado para o STF, zelando pela
Constituição e "pelas leis da nossa pátria."

O nome do ministro precisa ser aprovado na CCJ (Comissão de
Constituição e Justiça) do Senado e depois no plenário da Casa.

O presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quer que Dino e
o procurador Paulo Gonet, indicado à PGR (Procuradoria-Geral da República),
sejam sabatinados não só no mesmo dia, mas simultaneamente.





















Os relatórios serão lidos na próxima quarta-feira (6), e a
sabatina de Dino e Gonet está marcada para 13 de dezembro. A expectativa é que
a análise em plenário ocorra em seguida, no próprio dia 13 ou no dia seguinte,
14.




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