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Nova Fátima,01/03/2024

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PF busca em Capim Grosso contra quadrilha que mantinha paraguaios em situação análoga à escravidão e falsificação de cigarros

A distribuição dos cigarros falsos era feita em caminhões, onde os produtos eram escondidos atrás de cargas de calçados produzidos em Nova Serrana

Fonte: Correio da Bahia
PF busca em Capim Grosso contra quadrilha que mantinha paraguaios em situação análoga à escravidão e falsificação de cigarros Operação da Polícia federal. Crédito: Divulgação

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, com o Ministério
do Trabalho, começaram nesta terça-feira (14) a operação "Illusio"
para desmontar uma quadrlha que mantinha paraguaios em condições análogas à
escravidão em fábricas ilegais de cigarros.



Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de prisão, busca e apreensão. A Bahia é
um dos estados em que a ação acontece. O mandado é em Capim Grosso, município a
277 km de Salvador. Minas Gerais, São Paulo, Pará e Amazonas também fazem parte
da “Illusio”.

Alguns integrantes da quadrilha já foram presos, mas a
polícia não informou quantos. Os trabalhadores paraguaios foram resgatados.
Segundo investigação da PF, a chefia da organização ficava em Barueri, em São
Paulo. Eles pegavam trabalhadores no Paraguai e os levava com olhos vendados
para fábricas clandestinas em Divinópolis, em Minas Gerais. Os paraguaios
ficavam trancados, tinham os telefones confiscados e eram impedidos de ter
qualquer acesso ou contato com o mundo exterior.

A distribuição dos cigarros falsos era feita em caminhões,
onde os produtos eram escondidos atrás de cargas de calçados produzidos em Nova
Serrana. A quadrilha também é investigada por descaminho de maquinário
utilizado na fabricação de cigarros, tráfico de pessoas, trabalho escravo,
falsificação e uso de documentos falsos, crime contra as relações de consumo,
crime contra os registros de marcas e lavagem de dinheiro.

A operação cumpre nesta terça-feira 11 mandados de prisão
preventiva, 13 mandados de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão
em residências, galpões e empresas. Também é cumprida medida de sequestro de
bens e valores, contra 38 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, num total de
R$ 20 milhões.

Os municípios em que a operação acontece são: Manaus (AM),
Capim Grosso (BA), Belo Horizonte (MG), Divinópolis (MG), Itaúna (MG), Nova
Lima (MG), Nova Serrana (MG), Pará de Minas (MG), Pitangui (MG), São Gonçalo do
Pará (MG), Barueri (SP), Carapicuíba (SP), Indaiatuba (SP), Osasco (SP),
Santana de Parnaíba (SP), São Caetano do Sul (SP), São Paulo (SP), Taiúva (SP)
e Nova Ipixuna (PA).











Os presos responderão por um ou mais dos seguintes crimes
elencados com as respectivas penas máximas: organização criminosa - 8 anos,
contrabando de cigarros - 5 anos, descaminho de maquinário - 4 anos, tráfico de
pessoas - 8 anos, trabalho escravo - 8 anos, falsificação e uso de documento
particular falso - 5 anos, crimes contra as relações de consumo - 5 anos e
lavagem de dinheiro - 10 anos.




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