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Nova Fátima,01/03/2024

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Mauro Vieira critica falta de acordo na ONU sobre guerra

O Brasil esteve à frente do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de outubro. Agora, a China ocupa o posto

Fonte: Folhapress
Mauro Vieira critica falta de acordo na ONU sobre guerra Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse ser
"lamentável" e "moralmente inaceitável" a falta de um
acordo para a guerra entre Israel e Hamas mediado pela ONU.

Vieira criticou a falta de uma resolução liderada pelo
Conselho de Segurança da ONU e disse que há uma "paralisia na
organização".

O ministro ressaltou que, enquanto esteve a frente do
Conselho, o Brasil mobilizou "todos os esforços" em direção a
"uma solução para a alarmante situação humanitária na região".

"Em outubro, ocupamos a presidência do Conselho de
Segurança das Nações Unidas, que coincidiu com os trágicos desenvolvimentos em
Israel e na Faixa de Gaza. Mobilizamos todos os nossos esforços para reverter a
paralisia do principal órgão do sistema multilateral em favor de uma solução
para a alarmante situação humanitária na região", disse, durante fórum
realizado pelo governo federal com investidores, no Palácio do Itamaraty.

O Brasil esteve à frente do Conselho de Segurança da ONU
durante o mês de outubro. Agora, a China ocupa o posto.

Até o momento, o Conselho de Segurança da ONU não chegou a
um consenso sobre como lidar com a guerra na Faixa de Gaza. Em duas votações,
os membros do órgão não chegaram a um acordo.

"É lamentável, além de moralmente inaceitável, que uma
vez mais o Conselho de Segurança não tenha conseguido estar à altura do seu
nobre mandato", disse o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta
segunda-feira (6) que a Faixa de Gaza está se tornando um "cemitério de
crianças". Ele também ressaltou que a proteção aos civis é
"fundamental".

"Precisamos agir agora e encontrar uma porta de saída
para este beco de destruição brutal, horrível e agonizante", afirmou,
pedindo novamente por um cessar-fogo humanitário imediato.

"Gaza está se tornando um cemitério de crianças.
Centenas de meninas e meninos estão sendo mortos ou feridos todos os dias, de
acordo com relatos", afirmou António Guterres.

BRASILEIROS SEGUEM FORA DE LISTA DE AUTORIZADOS A SAIR DE
GAZA

Os 34 brasileiros e seus familiares que aguardam evacuação
na Faixa de Gaza não estão na lista de pessoas autorizadas a deixar a região
por meio da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, nesta terça-feira (7).
Esta foi a quinta lista de autorizados a sair da região.

O grupo de brasileiros segue aguardando no sul de Gaza,
enquanto um avião da Presidência da República já está de prontidão em
território egípcio para fazer a repatriação. A passagem entre Gaza e Egito foi
reaberta nesta segunda (6).

Os 605 autorizados para deixar Gaza hoje são de 8 países:
159 pessoas da Alemanha, 80 do Canadá, 61 da França, 46 das Filipinas, 51 da
Moldávia, duas do Reino Unido, 104 da Romênia e 102 da Ucrânia.

Até o momento, cerca de 2.831 pessoas foram autorizadas a
sair da Faixa de Gaza em meio à guerra entre Israel e o Hamas em cinco listas.

'Situação absurda', diz Celso Amorim. Nesta segunda, o
assessor do presidente Lula para assuntos internacionais classificou como
"absurda" a demora para a autorização de saída dos mais de 30 brasileiros
que aguardam para deixar a Faixa de Gaza.

O diplomata disse, em entrevista ao jornal O Globo, que
"não houve uma explicação" para a não inclusão de brasileiros na
lista de pessoas liberadas para deixar a região. Amorim afirmou que o governo
brasileiro reforçou os contatos com autoridades de vários países em busca de
uma solução.

"Não houve uma explicação para a não inclusão de
brasileiros. Simplesmente foram dando prioridade a outros países",
destacou Celso Amorim.





































"Vamos esperar que haja uma decisão rápida [sobre os
brasileiros]. Estamos há mais de 15 dias pedindo a liberação. Não há razão para
qualquer suspeita. Se houvesse algum problema com algum dos nacionais, poderiam
ter falado logo. É uma situação absurda, em que há 15 crianças em um grupo de
32 pessoas", disse Celso Amorim.




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