TEMER ACEITA INDICAÇÃO DE CRISTIANE BRASIL PARA COMANDAR O MINISTÉRIO DO TRABALHO

Por Agnaldo Rios 04/01/2018 - 08:41 hs

O presidente Michel Temer aceitou nesta quarta-feira (3) a indicação da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho. O nome da deputada foi levado ao presidente, segundo informou o Blog do Camarotti, em uma reunião no Palácio do Jaburu entre Temer e o pai dela, o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido.

Após a reunião com o presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, Jefferson, em entrevista coletiva, confirmou a indicação e disse que o presidente aceitou. O ex-deputado chorou ao fazer o anúncio. "Eu não indiquei [a própria filha], surgiu o nome dela", disse o ex-deputado segundo informações do G1.

Segundo Jefferson, consultado, o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), "anuiu". De acordo com o presidente do PTB, a nomeação deve ser publicada na edição desta quinta (4) do "Diário Oficial da União", e a posse está prevista para a semana que vem. O cargo de ministro do Trabalho está vago desde o último dia 27, quando Ronaldo Nogueira (PTB-RS) deixou o posto para retomar as atividades como deputado na Câmara.

Ele argumentou, ao se demitir, que pretende se candidatar à reeleição. De acordo com Jefferson, Cristiane Brasil não vai se candidatar à reeleição e, por isso, tem condições de permanecer no ministério até o final do mandato de Temer. Jefferson afirmou que, em vez da filha, ele próprio vai se candidatar a deputado, mas por São Paulo e não pelo Rio de Janeiro, estado de origem da família e pelo qual a filha é parlamentar.

Inicialmente, o indicado do PTB para ministro do Trabalho foi o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA). O parlamentar chegou a dizer que tinha sido convidado e que aceitou. Mas nesta terça-feira (2), ele afirmou que não assumiria mais a pasta por ter sido "vetado" pelo ex-presidente José Sarney (PMDB), que negou o suposto veto.

O parlamentar maranhense disse que "não deu" para ser ministro porque seu nome criaria "embaraço" entre o presidente Michel Temer e Sarney, um dos políticos mais influentes do PMDB e do Maranhão, base eleitoral de Pedro Fernandes.