APÓS VITÓRIA POR FINALIZAÇÃO NO UFC FRESNO, DAVI RAMOS ADMITE:

Por Agnaldo Rios 16/12/2017 - 14:19 hs

Colecionador de títulos no jiu-jítsu, Davi Ramos faturou sua primeira vitória no Ultima-te no sábado passado, no UFC Fresno, à moda da casa: finalização no terceiro round, no mata-leão, contra Chris Gruetzemacher. Engana-se, no entanto, quem ache que o brasileiro aprovou sua própria performance no octógono.

Em entrevista ao Combate.com, o faixa-preta, que havia perdido para Serginho Moraes em sua estreia na organização, em março deste ano, reprovou sua atuação por ter se apresentado abaixo do que colocara em prática na academia.

Não fiquei satisfeito, apesar de ter vencido todos os rounds. Treinei mil vezes melhor do que eu lutei. O adversário era muito bom, eu batia, e ele continuava andando pra frente. Ele tem uma boa experiência, acabei sentindo o corte de peso, pois há muito tempo eu não batia os 70kg (peso-leve). No segundo round fiquei desgastado, mas sempre me recupero muito bem para o terceiro round. Voltei já no terceiro round pra definir a luta!

Embora Davi Ramos não tenha ficado satisfeito, a finalização foi rápida e hábil, típica de quem tem a arte suave como carro-chefe. E ele explica que esta é uma posição que costuma trabalhar com frequência nos treinamentos.

- A posição eu treino bastante. Logo após o segundo round, respeirei, escutei meus treinadores falarem comigo e voltei decidido ao que eu queria fazer. Já briguei demais, é hora de botar pra baixo e pegar. Qando eu entrei no double leg, que ele travou, reverti a direção correndo para as costas dele. Nas costas eu me sentir confortável, deu até um alívio (risos). Foi questão de botar para baixo e, antes de pensar em defender o gancho, já estava com a mão no pescoço dele.

E por falar na velocidade do peso-leve, Davi Ramos explica que foi assim que originou o apelido que passou a adotar recentemente dentro do cage: Tazmania.

- Esse apelido foi o Bruninho Frazatto e o André que colocaram. Eu sempre treinei muito acelerado, é meu estilo e eles falaavam: "Você parece o Tazmania". Foi ficando, nunca tive apelido e, na minha luta, o Bruninho falou: "O seu apelido é esse". Eu respondi: "Porra, Bruninho, não tenho apelido não, porra. E pegou, a galera está conhecendo (risos)

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