APÓS SUSPENSÃO DE DEL NERO, CORONEL NUNES VAI ASSUMIR PRESIDÊNCIA DA CBF

Por Agnaldo Rios 15/12/2017 - 16:33 hs

Antonio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, vai assumir a presidência da CBF. Na manhã desta sexta-feira (15), o presidente Marco Polo Del Nero foi suspenso de forma provisória pelo Comitê de Ética da Fifa por suspeita de corrupção. A suspensão terá uma duração de 90 dias e obriga Del Nero a deixar a presidência. Presidente da Federação Paraense de Futebol por seis mandatos e coronel da reserva da Polícia Militar do Pará, o coronel Nunes é investigado pelo Ministério Público do Pará pela sua atuação como mandatário da entidade que dirigiu. Em 2011, 2012 e 2013, a entidade recebeu quase R$ 3,5 milhões de verba pública. Os promotores querem saber como o dirigente gastou esse dinheiro. O Governo do Estado, como patrocinador do Campeonato Paraense, pediu a prestação de contas da federação por meio do Ministério Público, para confirmar se todo o dinheiro era realmente investido no futebol. Àépoca, o coronel Nunes havia feito uma prestação de contas incompleta. O Governo do Pará e a Federação Paraense assinaram um convênio que garante o repasse de mais de R$ 8 milhões à entidade. Nunes assume a presidência por ser o mais velho entre os quatro vice-presidentes da CBF, seguindo a regra do estatuto da CBF - ele tem 79 anos. Os outros são Fernando Sarney, Gustavo Feijó e Marcus Antônio Vicente. Nunes foi eleito vice-presidente da CBF pela região sudeste no início do ano passado em uma manobra de Marco Polo Del Nero. A escolha serviu para tirar da linha sucessória o então opositor Delfim de Pádua Peixoto Filho, que acabou falecendo na tragédia aérea que vitimou 71 pessoas na viagem da Chapecoense para a Colômbia no final do ano passado. Na época, Delfim, então presidente da Federação Catarinense de Futebol, teria o direito de assumir a presidência, pois o estatuto estabelece que, em caso de vacância, quem assume é o vice mais velho. Nunes já foi presidente interino da CBF em 2016, quando Del Nero pediu licença do cargo para se defender de acusações de corrupção. 

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